segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Sanidade

Sanidade

Sonho com uma alvorada que esconda os nossos defeitos...
Com sombras mescladas em preto e vinho...
Por onde passam, deixando o ar purificado....
Caço com instinto minhas possíveis perfeições...
Buscada com sede extrema por todos os meus desejos mais ávidos...
Desloco uma partícula que controla meus sonhos para fora de mim...
Loucos e desenfreados, me atacam na parte mais sensível da capacidade que tenho de transformá-los em pesadelos dentro de uma vida mórbida...
Alimentada por laços que não existem, e insistem em não existir...
Cortados em próprio punho... cortados em sã consciência...
Porque as proezas mais bem elaboradas não nos fazem maior?
Renegam suas raízes enfraquecendo seus elos...
Continuam a empobrecer a lucidez humana...
Que podemos fazer para afugentar a nostalgia dos nossos dias de guerra?
Monótonos e invariáveis dias nos tomam a vida...
Esperança negra de toda uma constatação vital...
Aspectos nítidos de uma insuficiência motivadora meritória...
Transfiro minha energia para uma molécula cerebral,
Impulsionando meus sentidos á funcionarem aguçados...
Afinal, após um certo tempo, ficaram dormentes... incapazes...
Perderam o domínio sobre o externo...
Não filtram as maldades e truculências que insistem em receber...
Sobe-me uma náusea, que salta perdida, me deixa desnorteada, me transporta a vida...
Não sei se quero ver a verdade, que de tão diáfana, me amortece as fendas oculares...
Queria lutar contra a saudade...
Dar-me o gosto da vitória sobre esses dias tão amargos que vivo...

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